Por Simone Paiva – Analista de Comunicação da FUNDECC
Um pellet de apenas seis centímetros pode parecer pequeno, mas concentra muito mais do que energia: significa sustentabilidade, agregação de valor e novas perspectivas econômicas. O que parece quase mágica é, na verdade, o resultado da dedicação da equipe do Departamento de Ciências Florestais da UFLA (Universidade Federal de Lavras), que pesquisa a conversão energética de resíduos agroflorestais. O projeto é coordenado pelo professor e pesquisador Thiago Protásio.
O processo começa simples: a casca do café, por exemplo, que antes era apenas um resíduo, passa por moagem, secagem e compactação, ganhando a forma de pequenos cilindros chamados pellets. Essa transformação concentra o poder energético da biomassa, facilitando o transporte, o armazenamento e o uso como combustível renovável. Mais do que uma alternativa à lenha e aos combustíveis fósseis, os pellets representam uma maneira prática de gerar energia limpa, agregando valor ao que antes era descartado.
A pesquisa também se estende a outros resíduos, como serragem e restos de madeira, que podem ser transformados em briquetes e carvão vegetal. Entre os avanços recentes está a aquisição de um equipamento para pirólise, que deve chegar ainda esse mês, que permite transformar biomassa em energia de forma mais eficiente e sustentável, ampliando as possibilidades de uso energético. A nova tecnologia adquirida com recursos da FAPEMIG na ordem de US$ 154.000,00. Técnicas como essa mostram que a biomassa tem potencial para integrar a matriz energética não apenas de Minas Gerais, mas de todo o país.
O professor responsável pelo projeto lembra que a trajetória é de longo prazo, com estudos iniciados há mais de 10 anos, agora fortalecidos pela sua atuação como docente da UFLA. O trabalho ganhou novo fôlego em 2024, com o apoio da FAPEMIG (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais) e gestão da FUNDECC (Fundação de Desenvolvimento Científico e Cultural da UFLA), no valor de R$ 1,4 milhão até agora. O recurso possibilitou equipar a laboratórios do setor de Ciências e Tecnologia da Madeira do Departamento de Ciências Florestais com diversas novas máquinas. Hoje, 80% do projeto já está concluído.
Além de gerar resultados práticos, a pesquisa também entra em sala de aula: a partir de 2025, a temática será incluída como no curso de Ciências Florestais da UFLA, formando profissionais já capacitados para atuar com energias renováveis. O componente curricular foi denominado “Compactação da Biomassa Lignocelulósica”.
Mais do que ciência aplicada, Protásio destaca o amor pelo projeto, que vê a biomassa como oportunidade de unir inovação, sustentabilidade e desenvolvimento. “Esse não é apenas um estudo acadêmico. É uma contribuição real para diversificar a matriz energética, reduzir impactos ambientais e gerar alternativas econômicas para o agronegócio brasileiro.”

Gratidão, Maykon, pelo seu comentário tão generoso. Participar desse workshop foi, de fato, uma experiência de aprendizado incrível.

Como colaborador da FUNDECC, fico muito orgulhoso em fazer parte desse novo momento que a instituição está construindo. Eventos como…

Muito obrigado! Seu reconhecimento nos motiva ainda mais a seguir trabalhando com excelência.

Gratidão pelo seu Comentário!

Parabéns a todos os Stakeholders! É um grande projeto de inovação. Pois, entendendo quais microbiotas estão presentes na fermentação do…

Deixe um comentário